Até 2010 o total de investimentos do mercado segurador (patrimônio líquido mais provisões técnicas) deverá chegar a R$ 348 bilhões, registrando um aumento de 100% em relação a 2006. Isso é o que revela um estudo apresentado pelo presidente da Fenaseg, João Elisio Ferraz de Campos, durante a palestra “O Potencial do Mercado de Seguros no Brasil”, realizada nesta última terça-feira, dia 04, no Hotel Crowne Plaza, na capital paulista.
O mesmo estudo prevê ainda crescimento de 57% na arrecadação (em relação a 2006) e de 107% nas provisões técnicas. Durante sua apresentação - que reuniu cerca de 300 pessoas, com a presença de diversas autoridades do setor de seguros, e também do ex-senador Jorge Bornhausen (SC) - o presidente da Fenaseg expôs também os dados do balanço social de 2006, destacando o expressivo volume de recursos que retornou à sociedade por meio do pagamento de indenizações, R$ 44 bilhões. Desse montante, apenas o segmento de seguros respondeu por R$ 24,5 bilhões.
Na área de saúde, ele informou que, no ano passado, foram realizados 107 milhões de procedimentos médico-hospitalares, dos quais 53% corresponderam a internações hospitalares. No ramo de automóvel, João Elisio disse que a cobertura de sinistros envolveu 1,9 milhão de veículos, que geraram indenizações de R$ 8,5 bilhões. No DPVAT, esse montante atingiu R$ 800 milhões pagos à 200 mil vitimas, somados a mais R$ 1,3 bilhão, que foi repassado ao Fundo Nacional de Saúde. Na qualificação profissional do mercado, o palestrante reconheceu o “alto nível” dos recursos humanos, dos quais 73% possuem escolaridade acima do 2º grau.
Resseguro - Embora reconheça como procedentes as críticas em relação à necessidade de lei complementar para alterar as regras para a oferta preferencial do resseguro, como define a lei – 60% nos três primeiros anos e 40% nos anos seguintes -, João Elisio disse que “antes assim do que permanecer o monopólio”. Entretanto, ele se manifestou bastante otimista com a abertura. “Agora, os resseguradores é que irão até as companhias para propor parcerias”, apontou como uma das principais mudanças.
Durante a palestra, promovida pela Escola Nacional de Seguros, João Elisio falou também sobre o novo modelo de representação institucional do mercado segurador. Ele explicou que a mudança, preparada desde 2005, aumentará o posicionamento político da Fenaseg e propiciará maior autonomia representativa ao setor. Ele informou ainda que por esse modelo a Fenaseg será transformada na CNSeg – Confederação Nacional de Seguros, Resseguros, Previdência Privada Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização, à qual estarão vinculadas as quatro federações, criadas neste ano.
Fonte: seguros.inf.br